A pergunta é clássica: um ano sem comida ou um ano sem sexo? Para adolescentes e jovens adultos, no auge da explosão dos hormônios lancinantes, que nos fazem reféns de nossos próprios corpos e desejos, jogar fora os pratos parece nada demais. Em todas as outras faixas etárias, o prazer de comer (alimentos, não pessoas) só se assemelha à satisfação de ter todos os boletos pagos, ao menos para uma maioria.
Comida afeta diretamente nossas vidas; tanto que dizem que, entre os efeitos colaterais da dieta, está o mau humor. Não por menos, o protagonista do Diário de um gordo (em dieta) usa de seu jeitão ranzinza para provocar reflexões e risadas enquanto narra sua própria trajetória. Ao longo de 50 crônicas, acompanhe as desventuras azedas de um homem quase sem acesso a doces e carboidratos e os efeitos dessa privação em suas relações sociais nas ruas, no trabalho, bem como nas suas primeiras vezes, até mesmo numa praia de naturismo.
O filósofo Epicuro alegava não conseguir imaginar a vida sem comida, sexo ou música - com valor especial para os prazeres do paladar, mas pregava que a moderação era a chave da felicidade (e o domínio dos impulsos, o segredo do autocontrole). O pensador grego entraria em desespero ao ler este diário desmedido, destemido, que pulsa com a intensidade do gorgonzola e faz rir como aquela terceira taça de vinho além da conta. Sirva-se, está tudo no ponto e o buffet é livre - de azia e de limites.

Livro "Diário de um gordo (em dieta)"

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